Consolidação de um aterro ferroviário em Itália
Injeções de resina expansiva para consolidar o terreno
Na linha ferroviária Bolonha–Rímini, perto de Castel San Pietro Terme, dois troços de balastro apresentavam problemas de instabilidade.
Quatro equipas operacionais trabalharam durante a noite, ao longo de treze dias, consolidando um total de 980 metros de via.
Para evitar a reposição periódica do balastro, que obrigaria a reduzir a velocidade dos comboios, foi utilizada a tecnologia de consolidação Uretek Deep Injections com injeções Multipoint de resinas expansivas.
INJEÇÕES DE RESINA EXPANSIVA PARA CONSOLIDAR O TERRENO
As perfurações realizadas na lateral do aterro e a inserção dos tubos de injeção foram efetuadas mantendo o tráfego ferroviário.
A tecnologia patenteada Multipoint utiliza tubos de injeção em aço com uma série de orifícios calibrados na superfície lateral.
O diâmetro e a posição dos orifícios foram concebidos para que o caudal de cada orifício se mantivesse constante durante todo o processo.
Ao maximizar os pontos de injeção, obtém-se uma distribuição homogénea da resina expansiva, que consolida o terreno em profundidade de forma rápida e uniforme.
As injeções intermitentes evitam que a resina se estenda para além do volume desejado.
UM MÉTODO DE CONSOLIDAÇÃO MINIMAMENTE INVASIVO
Enquanto as injeções mais profundas foram realizadas durante a passagem dos comboios, as mais próximas da superfície foram efetuadas durante a interrupção do tráfego ferroviário.
Para garantir os elevados níveis de segurança exigidos por esta operação, a Uretek instalou um sofisticado sistema de monitorização.
Para além dos níveis laser sensíveis a décimas de milímetro, quatro cadeias de inclinómetros triaxiais detetaram as variações angulares da via a cada 30 segundos.
Os dados enviados para uma unidade de controlo ligada a um servidor na nuvem foram constantemente supervisionados por um software que controlava todos os parâmetros e assinalava se fossem ultrapassados os limiares de segurança definidos em projeto.
A medição do nível transversal através de um medidor de carril, realizada à noite pelo responsável da rede, concluiu o acompanhamento diário, permitindo a reabertura do troço ao normal tráfego ferroviário.